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Disursos de Liliam Sá

Dia Internacional da Mulher

Bom dia, senhores, senhoras e autoridades. Bom dia, mulheres! É um prazer tê-los aqui nesta data tão especial: O Dia Internacional da Mulher. Temos muito a celebrar. Queremos comemorar as nossas conquistas ao longo dos anos que tanto mudaram as nossas vidas, mas também nos fizeram pagar o preço. No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, em Nova Iorque, fizeram uma grande greve, reivindicando melhores condições de trabalho, como a redução da carga diária de dezesseis para dez horas e equiparação de salários com os homens. Em represália, patrões e policiais atearam fogo na fábrica têxtil onde as mulheres foram trancadas. Mas conquistamos a redução da jornada de trabalho.

E não pára por aí. Podemos comemorar, também, o direito ao voto, em 1932, depois de muitas lutas que vinham sendo travadas desde o início do século XX, e a licença maternidade.

Fomos, assim, construindo nossa história. Nos anos 40 e 50, a nossa participação aumentou significativamente no movimento sindical, nas greves e em outras entidades e organizações. Outro acontecimento marcante para nós foi a criação da pílula anticoncepcional na década de 60, que impediu milhares de casos de gravidez indesejada.

A partir dos anos 70, o movimento feminista avançou no Brasil. Os meios de comunicação levaram ao público temas que antes eram considerados tabus, como por exemplo, o divórcio, o aborto e a sexualidade. Crescemos ainda mais na busca de nossos direitos. Em 1985, tivemos uma grande conquista: foi criada a Delegacia da Mulher, em São Paulo, para tratar da violência doméstica.

Neste dia histórico, 8 de março, queremos convocar você, mulher, forte, guerreira, a não parar de lutar pela garantia de direitos que ainda precisamos conquistar. A não se intimidar contra toda espécie de discriminação e desigualdade. Prossigamos firmes no combate à violência doméstica que tem acometido 43% das mulheres brasileiras. Em todo o mundo, uma em cada três mulheres já foi espancada, obrigada a ter relações sexuais ou sofreu algum outro tipo de abuso. Como poderemos falar em direitos humanos e inclusão social, se não combatermos essa prática criminosa que é a violência doméstica?

Também é inconcebível aceitar que, em pleno século XXI, depois de tantos avanços, nós, mulheres, ainda ganhemos menos que os homens desempenhando a mesma função, conforme dados da Organização das Nações Unidas. Abaixo o preconceito! Juntas, em associações, em sindicatos, nas casas legislativas e nas ruas, vamos à luta pelos nossos direitos e contra toda opressão. Tudo podemos naquele que nos fortalece. Que Deus nos abençoe!
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