Sobre a aprovação automática |
Já deixei minha posição aqui: a de que nós, evangélicos, não recriminamos nossos irmãozinhos homossexuais. Recriminamos a prática do homossexualismo. Nós amamos nossos irmãos gays. Minha questão de ordem é sobre Educação. Falarei sobre a Resolução nº 946, da Prefeitura, e os nobres vereadores que lutam pela educação, nesta Casa, deveriam estar preocupados com isso.
Uma criança que fica reprovada fica com a auto-estima baixa, acha que ela não passou de ano porque ela é menos inteligente do que o coleguinha, mas, por outro lado, se essa criança sabe que não vai ser mais cobrada, ela não vai repetir o ano, não vai ter incentivo para estudar e nem os professores também.
A minha questão de ordem é no sentido de que a Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente desta Casa e a Comissão Permanente de Educação fizessem uma reunião, um debate público, aqui nesta Casa, para trazer esses educadores até esta Casa para que possam expressar a sua opinião, e também convoquem a secretária de Educação, Sônia Mograbe, para prestar esclarecimentos sobre essa Resolução.
Hoje, nos jornais, há várias interrogações. Eu estava lendo, dito por vários professores, por exemplo: “Com vinte anos na Educação Pública Municipal nunca me senti tão humilhada quanto agora com esta imposição da Secretaria de Educação. Será que a aprovação e a evasão são culpa apenas da escola? Os fatores sociais e econômicos não influenciam?” Também há algumas perguntas que o jornal Extra está trazendo, que ficaram sem resposta, como: “Os professores vão cobrar, diariamente, a freqüência dos alunos?” Esta é uma pergunta que está na cabeça de todos que temos os nossos filhos na escola. “De que forma os alunos reprovados por não cumprirem a freqüência mínima serão acompanhados após o fim do ciclo?” Sem reprovação, os alunos conseguirão chegar ao ensino médio bem preparados?”
Estamos lutando para que haja horário integral nas escolas municipais, nas escolas estaduais, porque, só desta maneira, com educação, nós vamos tirar as crianças da rua e lutar contra a evasão escolar. Nós precisamos de maiores esclarecimentos sobre essa lei.
Eu gostaria de pedir à Comissão Permanente de Educação que fizesse essa audiência pública junto com a Comissão da Criança e do Adolescente. A Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente vai começar a fazer, nas ruas, um plebiscito. Nós vamos estar na porta dos colégios e recolher assinaturas de pais e mães favoráveis ou não a essa Resolução.
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